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PLATAFORMA ONLINE DO “GLOSSÁRIO BILÍNGUE E BIMODAL DE TERMOS ARTÍSTICOS, CULTURAIS E TÉCNICOS DA ÁREA DE CINEMA”

 

Cinema em Libras nasce do reconhecimento de que jovens surdos no Brasil enfrentam barreiras significativas para acessar espaços culturais, muitas delas relacionadas à escassez de léxico em Língua Brasileira de Sinais (Libras) no campo da cultura. Promover igualdade social para a população surda implica garantir o acesso ao patrimônio artístico e cultural produzido no mundo — e o cinema é parte fundamental desse patrimônio.

A plataforma tem origem em ações desenvolvidas a partir de três projetos de pesquisa iniciados em 2008 no CEFET-MG. Atualmente, o grupo de trabalho conta com a participação ativa de um pesquisador surdo, mestre em Educação Tecnológica. A proposta se justifica pela necessidade de que a criação, a coleta e o registro de sinais-termo da realização cinematográfica ocorram de forma sistemática, em diálogo com os campos da Lexicologia e da Terminologia.

Entendendo a língua como um dos principais artefatos culturais, o Cinema em Libras visa também à difusão da Língua Brasileira de Sinais e à democratização da arte e da cultura para pessoas surdas. Esse compromisso encontra respaldo no Decreto nº 5.626, de dezembro de 2005, que atribui às instituições a responsabilidade pela promoção e difusão da Libras.

Dados do IBGE (Censo 2010) indicam que o Brasil possui cerca de 10 milhões de pessoas com deficiência auditiva, das quais apenas 12,26% frequentam ou frequentaram a escola. Trata-se de um contingente sem qualquer limitação intelectual para produzir ou assimilar conhecimento, mas frequentemente excluído por barreiras linguísticas. A sistematização de termos técnicos em Libras é um passo essencial para ampliar o acesso ao conhecimento e às oportunidades.

Ao oferecer sinais-termo da realização cinematográfica, o Cinema em Libras busca fortalecer a participação da pessoa surda na vida social e cultural, não apenas como espectadora, mas como produtora de ideias, trabalhadora e agente cultural. Esse processo se fundamenta no crescimento pessoal e coletivo, ancorado na qualificação e no acesso à linguagem.

EQUIPE

Vera Lúcia de Souza e Lima

Orientadora, Doutora em Linguística. Área: Lexicografia.

CV: http://lattes.cnpq.br/9652501588860296

 Felipe de Castro Teixeira (surdo)

Mestrado em Educação Tecnológica; Representante da Comunidade Surda.

CV: http://lattes.cnpq.br/2759463268199153

Mayara Marinho (intérprete)

Graduada em Direito e Pedagogia, pós-graduada em Interpretação em Libras.

CV: http://lattes.cnpq.br/4645172713968283

Gustavo Jardim

Pesquisador e realizador da área de Cinema; PhD em Cinema e Pós-doutorado em Artes, Comunicação e Tecnologia

CV: http://lattes.cnpq.br/8468197677105384

 Gilberto de Lima Goulart

Graduado em Letras, Videomaker, editor, com experiência em registrar dicionários terminológicos em Libras.

CV: http://lattes.cnpq.br/5492999813219643